domingo, novembro 27, 2005

ILUSÕES EM FUMAÇA AZULADA.

Eu me lembro daqueles dias, em que subia no telhado para me aconchegar entre as estrelas.
Bebia um doce vinho, enquanto minha companheira solidão não vinha.
Recitava versos ao vento sobre como fora e como seria. Falava sobre dias melhores, cores encantadas e estrelas sem dono. Sobre sorrisos em pares e sonhos que sempre estariam ali.
Sempre me resguardava na justiça poética e na beleza das mentiras que os poetas cantam, quando beijam baco e dançam com as estrelas.
Mas minha companheira solidão faltou ao encontro, e tive de me contentar em olhar a lua se perder na fumaça do meu cigarro...
o.

3 comentários:

!!! disse...

Mas as estrela continuam aqui a brihar. Sempre. A espera do menino encantado...

Quem sabe ela não pega carona no rabo do foguete....

Tonel_Humano disse...

Sempre que sua companheira solidão não comparecer aos encontros, nos chame. Seria até bom tal companhia esquecer seu endereço e fazê-la saber que vc já tem parceiros para vinhos, estrelas e sonhos. E além do mais, adoro a visão da lua se perdendo atrás da fumaça de um cigarro...

pedro pan disse...

,sorrisos! ... sorrisos em pares?
sonhos que sempre estariam ali[ce].
solidão? sonhos? sorrisos? [alice].

(não resmungue & acenda outro cigarro.)

|abração|