
Nos ultimos dias andei pensando sobre as contradições diárias com as quais me deparo. Eu particularmente sou uma delas, e das grandes.
Costumo me pegar amando e odiando ao mesmo tempo e em igual proporção as mesmas coisas. Nem por isso deixo de ter minhas "convicções" (aspas em respeito a Nietzsche) nem de sustentar minhas opiniões, que chegam a ser muito fortes em certos aspectos.
Nos últimos meses algumas dessas contradições ganharam destaque. Enquanto luto pra me encontrar, busco me perder. Enquanto quero sossêgo, fico com um pé atrás (e continuo arriscando, em parte). Gosto da objetividade: se eu quero, digo/faço, mas adoro o jogo subjetivo e palavras subentendidas. Ando com a mente sempre longe e mesmo assim reparo em detalhes mínimos à minha volta. Muitos desses detalhes são essenciais no caso "bússola", pois geralmente me encanto com pequenos detalhes, manias ou jeitinhos que certas pessoas tem. Posso me apaixonar por uma pessoa com um mero olhar dela, bem como posso perder todo o encanto com um sorriso mal dado. Me apego como perco a graça e a vontade com outros jeitos e manias.
Uma das coisas que mais gosto no mundo são as cores. Adoro a mistura, o choque e até a descombinação, mas nunca, nunca me acostumei a vestí-las. Meu guarda-roupas é 100% preto.
Outro desses grandes conflitos é o fato de eu detestar exposição. Não me sinto à vontade quando sabem muito sobre mim, e no entanto não tenho problemas em falar sobe isso, ao mesmo tempo que exponho boa parte de mim em meus diários virtuais.
Quero isso, quero aquilo, não quero nada.
Quando começo a pensar sobre isso me vejo entre os dois ponteiros, mas nao como um dos doze, mas o numero 13 em um relógio de doze. Alguem me forneça uma boa dose de barbitúricos, por favor.
[Em particular à minha amiga Deusa Lilith]