domingo, dezembro 25, 2005

Reflexões domingueiras


Nos ultimos dias andei pensando sobre as contradições diárias com as quais me deparo. Eu particularmente sou uma delas, e das grandes.
Costumo me pegar amando e odiando ao mesmo tempo e em igual proporção as mesmas coisas. Nem por isso deixo de ter minhas "convicções" (aspas em respeito a Nietzsche) nem de sustentar minhas opiniões, que chegam a ser muito fortes em certos aspectos.
Nos últimos meses algumas dessas contradições ganharam destaque. Enquanto luto pra me encontrar, busco me perder. Enquanto quero sossêgo, fico com um pé atrás (e continuo arriscando, em parte). Gosto da objetividade: se eu quero, digo/faço, mas adoro o jogo subjetivo e palavras subentendidas. Ando com a mente sempre longe e mesmo assim reparo em detalhes mínimos à minha volta. Muitos desses detalhes são essenciais no caso "bússola", pois geralmente me encanto com pequenos detalhes, manias ou jeitinhos que certas pessoas tem. Posso me apaixonar por uma pessoa com um mero olhar dela, bem como posso perder todo o encanto com um sorriso mal dado. Me apego como perco a graça e a vontade com outros jeitos e manias.
Uma das coisas que mais gosto no mundo são as cores. Adoro a mistura, o choque e até a descombinação, mas nunca, nunca me acostumei a vestí-las. Meu guarda-roupas é 100% preto.
Outro desses grandes conflitos é o fato de eu detestar exposição. Não me sinto à vontade quando sabem muito sobre mim, e no entanto não tenho problemas em falar sobe isso, ao mesmo tempo que exponho boa parte de mim em meus diários virtuais.
Quero isso, quero aquilo, não quero nada.
Quando começo a pensar sobre isso me vejo entre os dois ponteiros, mas nao como um dos doze, mas o numero 13 em um relógio de doze. Alguem me forneça uma boa dose de barbitúricos, por favor.
[Em particular à minha amiga Deusa Lilith]

4 comentários:

pedro pan disse...

,sr regislógio, você não precisa necessariamente ser ou isto ou aquilo. seja você, ou não seja, ou pareça, ou desapareça...
ao teu texto ler, me remeteu a minha infância, a um livro de cecília meireles ''ou isto ou aquilo'', o sr conhece? se resposta positiva, que ótimo, se resposta negativa, fica uma dica deste teu amigo de infâncias.
|abração e boas festas|

Loba disse...

Me vi no seu texto. Não exatamente como, mas por me sentir tb uma contradição. Gostei especialmente das aspas em respeito a Nietzsche! rs... E fico por aqui. Faria um texto em contraposição ou em composição ao seu (outra contradição?), mas tenho que dizer que concordo ipsis litteris com o gostar da objetividade e amar o jogo subjetivo! E agora, meu beijo. Grande e carinhoso.

Lilith disse...

É...
È justo SER e NÃO SER, TER e NÃO TER, SABER e NÃO SABER, meu doce amigo, que nos faz VIVOS!
Não troco essa marvailhosa ZONA e descontrole que é essa nossa vida por nada nesse ou em outro mundo...
EQUILÍBRIO???? Sim, ele deve ser belo, deve ser bom, deve ser gostoso... Mas eu lá quero isso? Uma vida morna e equilibrada???
Eu não sou assim!
SOU DE ALTOS E BAIXOS, DE ALEGRIAS E TRISTEZAS, DE DORES E AMORES, DE PAIXÕES E ÓDIOS...
É assim!
Comigo ou "semmigo"!!!
E com todo respeito a Nietszche, um dia ainda dou pra ele em SONHO!!!
Beijo!!!
E feliz natal que passou (porque o tempo é a gente que faz!!!) e 100% pleno ano que virá...
A gente ainda se encontro e revelo minha alma pra tua lente.
Até lá, corro do Coelho da Alice!!! Ou as vezes corro PRA ele...
Fui!
Sua Deusa Humana, demasiadamente Humana e falível!!!

Dreamer disse...

PEDRO: já dizia o bom e velho nietzsche que a cada dia só nos tornamos mais quem somos. Vou procurar a cecília.


LOBA: e eu sou o rei dos contrastes. acho que a culpa é dos meus diálogos imaginários. conversar com meu umbigo é uma terapia sobre a qual eu escreveria um livro. Mas odeio auto-ajuda [por isso eu NUNCA me ajudo].Beijo carinhoso querida.

LILITH: Você sempre me entende bem. e nem precisa dizer mais, amiga. O maior beijo do mundo e as lentes esperam.